"AS ONDAS DOS TSUNAMIS"


Autor: Catarina C. de Jesus
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Quando: 29/03/06
“A TERRA É UM SÓ PAÍS E TODOS OS SÊRES HUMANOS SEUS CIDADÃOS” Bahá’u’lláh AS ONDAS DOS TSUNAMIS “Campanha Civil de Generosidade pelos Sobreviventes da ÁSIA” Ao saber através dos noticiários sobre a tragédia pelas ondas dos tsunamis na Ásia, depois de ver aquele bebê de apenas dois meses sobreviver sobre um colchão flutuante em meio à tamanha tragédia; me senti como se estivesse ali.Glorifiquei a Deus por tamanha Grandeza e Poder ao salvar aquele pequeno bebê indefeso. E o que eu faria naquela hora se eu estivesse vivendo aquele momento de tamanha surprêsa para o ser humano? Lembrei-me de minhas duas netinhas de dois aninhos; me senti na responsabilidade de fazer alguma coisa para ajudar aqueles sobreviventes que não tinham mais nenhuma perspectiva e esperança de vida. Empunhei então a luta para ir atrás de conseguir donativos para enviar até à Ásia.Enviei cerca de setenta mensagens via celular; para amigos, família e desconhecidos na certeza de que conseguiria arrecadar uma carreta lotada de donativos para os nossos irmãos da Ásia; consegui divulgar através da imprensa também e em cinco dias eu já havia conseguido arrecadar quinze toneladas de: Roupas masculinas, femininas, infantis, cama, mesa e banho; calçados em geral, novos e usados. Alimentos não perecíveis, medicamentos, produtos hospitalares, água mineral, barracas, lonas, colchões, utensílios domésticos, tapetões, Bíblias, brinquedos e tudo o mais necessário para o recomeço de uma nova vida. A principal mensagem dessa campanha foram as Sagradas Palavras de Bahá'u'lláh: "A TERRA É UM SÓ PAÍS E TODOS OS SÊRES HUMANOS SEUS CIDADÃOS". Seguida de mais treis mensagens de incentivo as pessoas para que se sensibilizassem e participassem da “CAMPANHA CIVIL DE GENEROSIDADE PELOS SOBREVIVENTES DA ÁSIA”. O trabalho teve duração do dia 28/12/04 a 11/02/05, foram arrecadadas cerca de duzentas toneladas de donativos em Goiânia e todo o Estado de Goiás; com a participação de toda a Sociedade civil, Defesa Civil de Goiânia, Corpo de Bombeiros, hospitais, imprensas de jornais, rádio e televisão, todos os seguimentos religiosos, entidades filantrópicas e particulares, Empresas em geral, num total de quarenta e nove Entidades de Classes Geral ligadas a esse Trabalho Humanitário pelos Sobreviventes da Ásia. Foram todos no total entre pessoas civis e entidades gerais, abertos 149 postos de recolhimento de donativos, em Goiânia e todo o Estado de Goiás. As doações foram enviadas para a Cruz Vermelha /Rio de Janeiro/Ásia; entre os dias 19/01/05 e 11/02/05. Após receber documento para que não enviássemos mais donativos exceto: arroz, açúcar, bolachas, farinha de trigo, óleo, sardinha em lata e leite em pó, devido a dificuldades de transporte para a Ásia, e também ao grande volume de doações, pois, segundo o Sr.Tasso, Secretário do Cônsul do Sri Lanka, ao falar com ele por telefone; o Brasil doou dez vezes mais que o esperado mesmo sendo um país pobre. Por esse motivo ficaram sob minha responsabilidade um remanescente de 5.5 toneladas de vários tipos de doações, as quais foram distribuídas para quarenta e treis Instituições, Associações e Famílias carentes de Goiânia e do interior de Goiás (Defesa Civil de Goiânia, Agência Prisional de Goiânia, orfanatos, abrigo de idosos, creches, casa de mãe sem lar, casas de recuperação para dependentes químicos, famílias carentes que foram desabrigadas e ficaram sem teto e vários outros setores sociais), todas doações devidamente documentadas com recibos. Todas as pessoas que vinham no galpão de recolhimento entregarem suas doações, diziam não saberem como aquele trabalho poderia ter tomado tamanha proporção e envolvido tantas pessoas daquela forma e acreditavam haver uma força sobrenatural por trás de tudo aquilo, pessoas civis, autoridades, repórteres e outros chegavam lá e começavam a chorar e se arrepiavam todos ao verem tudo de perto.Um lindo quadro escrito com letras douradas, cedido por uma bahá’i, e um segundo foram expostos durante todo o trabalho da campanha no galpão de trabalho, eram estas as Palavras Sagradas: I. “A TERRA É UM SÓ PAÍS, E TODOS OS SERES HUMANOS SEUS CIDADÃOS”. Bahá’u’lláh II. “SER BAHÁ’I SIGNIFICA SIMPLESMENTE TER AMOR A TODOS; AMAR A HUMANIDADE E ESFORÇAR-SE POR SERVÍ-LA , TRABALHAR PELA PAZ E A FRATERNIDADE UNIVERSAL”. Bahá’u’lláh Durante todo o trabalho da campanha muitas pessoas ficaram conhecendo sobre a Fé Bahá’i, e até hoje continuo enviando cartas de agradecimento para as pessoas, empresas, e todos os setores de entidades que participaram de perto desse trabalho. Inicio a carta com textos Sagrados de Bahá’u’lláh e de ‘Abdu’l’Bahá; faço meus agradecimentos e juntamente com essa carta envio folhetos de orações e sobre o que é a Fé Bahá’i. Em um total geral serão enviadas quase trezentas cartas. Tenho recebido respostas de algumas pessoas, e acredito que uma semente foi plantada, e com certeza um dia ela germinará. Diante de todo esse trabalho pude aprender melhor o que significa: “SOMOS TODOS FLÔRES DE UM MESMO JARDIM” Tenho fitas de vídeo, fotos, e recortes de jornais sobre a cobertura completa desse trabalho. Cordiais saudações. Catarina Cavalcante de Jesus Bahá’i de Goiânia/Goiás. Email rouxinolcj@gmail.com /rouxinolcj@bol.com.br

Escrito por Catarina Cavalcante de Jesus às 3:43 PM
"Louvado seja Deus por teres alcançado!...Vieste ver um prisioneiro e exilado...Só desejamos o bem do mundo e a felicidade das nações; não obstante, considerem-Nos provocaor de luta e sedição, digno de cativeiro e exílio... Que todas as nações tornem-se uma só na fé e todos os homens, irmãos; que os laços de afeição e unidade entre os filhos dos homens sejam fortalecidos; que cesse a diversidade de religião, e as diferenças de raça sejam anuladas- que mal há nisso?...E assim será:essas lutas infrutíferas, essas guerras ruinosas, hão de passar, e a "PAZ MÁXIMA" virá... Vós, na Europa, não precisais disso também? Não é o que Cristo predisse?...Vemos, entretanto, vossos reis e governates gastarem seus tesouros mais livremente com meios de destruíção da humanidade do que com aquilo que lhe pudesse conduzir à felicidade... Estas lutas, esta carnificina e discórdia devem cessar e todos os homens serem como uma família. ... Que o homen não se vanglorie pelo amor à pátria e, sim, pelo amor à sua espécie..."
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